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COMO DIRIA ROBERTO CARLOS...

  • Foto do escritor: Tacia
    Tacia
  • 6 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 13 de ago. de 2025

Foto de 2007 para completar o post.
Fotinha de 2007, tirada com câmera digital (daquelas que se respirar, a foto sai tremida), bem no estilo desse post.

Eu voltei, meu povo! E voltei para ficar.

Não que vocês estivessem esperando ou estivessem pedindo por isso… Mas se meu grito não surpreende vocês, ao menos surpreende a mim mesma — que não me via fazendo isso tão cedo.

Sinceramente? Achei que só voltaria a escrever na aposentadoria. Afinal, com tanta coisa hoje em dia: criança, marido, trabalho, família, drama. A aposentadoria me parece uma época boa pra redescobrir hobbies assim, de alma.

Mas aí me caiu a ficha: quem disse que tudo isso vai desaparecer quando eu me aposentar. Alias, eu provavelmente vou trabalhar até morrer.

(E, calma aí, não é pelo motivo óbvio que você tá pensando, que ninguém consegue sobreviver apenas de aposentadoria. Não é isso.)

O que eu quero dizer é: mesmo que meus filhos — amém! — estejam bem de vida e possam cuidar de mim lá na frente, como eu espero fazer com meus pais e minha sogra hoje… Ainda assim, não me vejo parando de trabalhar. Porque toda vez que penso nisso, me vem a imagem de mim mesma, louca e entediada, rodando pela casa igual mosquito em cozinha de vó.

Li esses dias, inclusive, que o Alzheimer é filho da mente que não se exercita.

Pois então: se eu parar, além de entediada, vou ficar louca. E o Alzheimer, coitado, certamente vai me fazer retroceder até a época em que eu trabalhava feito uma doida.

Porque, verdade seja dita: eu não consigo me imaginar parada.

Amo férias, amo um dia de preguiça no sofá… mas mais de 15 dias sem fazer nada e já começo a pintar parede (entendedores entenderão).

Então, como não vai dar pra esperar a aposentadoria, decidi começar agora.

A-há! Quase uma epifania.

Voltei a escrever. A cuspir palavras. Vomitar ideias, opiniões, sensações (ou o que você quiser chamar).

Mas por que um blog, afinal? Por que algo tão anos 2000?

Porque eu sinto falta dos anos 2000, ué.

Sabe aquela época mais simples?

Tinha blog. Tinha texto com data. Tinha ponto final.

A internet ainda era um lugar de leitura, silêncio e partilha.

Hoje? Hoje cansei. Cansei de feed, de selfie, de #tbt, de algoritmo e dessa obrigação constante de estar visível.

Saí do Instagram, do Facebook (minhas contas até existem, mas nem lembro a senha). O LinkedIn? Já desencanei também — e se você entra com frequência, já deve ter percebido que falta pouco pra virar o novo Orkut.

Queria algo simples. Sem exigência.

Sem likes, sem performance.

Sem esperar curtida nenhuma.

Porque, agora mais do que nunca, estou escrevendo para mim.

E só para mim.

Você é muito bem-vindo por aqui, é claro! — e vou adorar seu comentário (só coisa boa, por favor… vamos deixar a bad vibe pro X).

Mas se não vier, tá tudo bem também.

Esse blog é o meu cantinho de volta pra mim mesma.

Curiosidade: achei que tinha perdido todas as minhas antigas crônicas. Estavam num HD velho corrompido. Tive até pesadelo. Porque era mais do que arquivo, era memória.

Mas graças ao bom Deus e a uma empresa de recuperação de dados, consegui tudo de volta.

Então, aqui vai o plano:

Vou revisitar os textos antigos (que, sim, precisam de ajustes… eu era mais nova e um tantinho mais dramática), dar aquela lapidada e republicar como se fossem #TBT que por aqui significa #TeBusqueinoTempo (Throwback Thursday é muito 2010 pra esse blog…)

Além dos #TBTs, também vou escrever coisas novas.

Não tem periodicidade, então não vou prometer vídeo novo, quer dizer, texto novo toda terça ou quinta-feira.

Mas quando der vontade, vai ter texto novo sim, senhor — e com título esquisito e layout de blog do Blogspot, que é pra manter a raiz.

Porque essa liberdade… ah, essa liberdade…

Era exatamente disso que eu estava precisando.

Seja muito bem-vindo à minha nova-velha fase.

Aqui, vou postar Como Se ainda Fosse 2007.

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